O corpo cheio de vontade de matar aquilo que o matava por dentro. Projota
E já não me importava respirar livremente ou sentir a leve brisa do pôr do sol. Já não me importava olhar para os lados e encontrar-te ou não. Ah, meu amor, já não me importava possuir um pulso ritmado e um coração ainda pulsante. Eu o queria estagnado, assim como eu. Dei meia-volta, estacionei em nossa história já deixada no pretérito não tão distante e não pude sair — não pude escapar. Encontrava-me ainda erguida em tua direção, fitando o horizonte à tua espera. Tu não vieste. Era tarde demais para voltar atrás, que pesar. Minha face encontrava-se desfalecida e minhas mãos estavam trêmulas devido ao pranto decente. Estava só. Suava frio, e a respiração disparava como um cavalo de corrida. Encontrava-me cansada, desolada. Sentia-me, aos poucos, falecer. Memórias antigas assombravam-me a mente; “E então os velhos carvalhos fincados ao chão sempre te lembrarão de onde viemos. E os rios, de como acontecera. O vento meu amor… Ah, o vento levara consigo tudo aquilo que me sobrou. Encontro-me vazia num outro inverno preenchido por solidão.”. E tu já não estavas lá para amparar-me as lágrimas que insistiam em cair. Corriam livremente. Minha cabeça tombava para os lados como tentativa de fuga. A dor se achegava, preenchendo o vazio ainda existente. Cedi. Falhei. Prometi nunca mais lembrar-te e o fiz. Falhei. Desejei voltar no tempo, mas meu bem, eu já nem te via mais. Era necessário escapar junto com a gélida brisa da noite que harmonizava com o coração já tão frio. “Está tão frio lá fora, aqui dentro, tanto faz. Sinto-me falecer. Já não há esperanças se já nem te vejo mais. Afugentar-me em ilusões, ficções que sei bem que permanecem inexistentes já não era o suficiente. Ah, meu bem, bem sabemos que era necessário escapar junto com incertezas e inverdades. Era necessário escapar.”. O cansaço tomara conta de meu corpo; pendia levemente para os lados. Eu já não te via mais. Ah, meu amor, decerto voltaria e tomaria de volta tudo que me pertence — nada além de nós dois, pois meu bem, não poderia te ver, tampouco te ter. Era demasiado injusto tu teres partido. “E quis gritar que me deixaste para trás; quem sabe tu não voltarias, ou talvez, mudasse de ideia. Quis gritar, mas não fui capaz. Não pude. Apenas lancei ao vento em forma de sussurro, palavras sem valor. Palavras que nunca seriam escutadas, pois tu não voltarias para ouvi-las. E se o fizesse, de nada valeria. Tu não ficarias. Eram apenas palavras falhas e sem valor vociferadas em voz baixa. Mas então apenas pegue a estrada de volta e arranque-me a solidão dominante. Desejava tentar.”. Ah, meu bem, estava só. Desejava olhar-te nos olhos para perceberes que precisava-te ainda, mas poderia ser tarde demais. Era preciso correr, escapar de alguma forma. Estava enlouquecendo. Era necessário fugir sem lançar olhares para trás. Sem “poréns” ou explicações. Era necessário fugir, mas não poderia. Nunca me perdoaria por não tentar, e seria demasiado doloroso saber que poderia ter sido, mas por insegurança, não fora. Era necessário tentar. “Então me olhe nos olhos e responda: “deveria eu esperar-te tanto assim? Deveria eu, meu bem, insistir em esperanças inexistentes?” E as lágrimas não parariam e eu bem sei. Sentia-me, novamente, falecer.”. Era apenas uma outra terça-feira sem cor, à espera de algo que nunca viria. Não havia vestígios de nossa história. Fora como um belo livro o qual todos já leram e se cansaram da história. Queimou. E naquela mesma terça-feira cinzenta dei-me conta de que tivemos um fim, meu amor. Talvez — quem sabe —, o fim mais belo de todos.
— E já nem te vejo mais, c-onfusion.
(Fuente: c-onfusion)
(vía subsistente)
Por favor, leia com atenção e não se esqueça das vírgulas – você sempre faz isso.
Muito em breve iremos cruzar uma esquina diferente. Isso vai mudar tudo. Mas, espero do fundo do meu coração – assim mesmo, com a inocência e sinceridade de criança – que nos encontremos um dia por aí. Sem…
Está vendo isso? Bom vou lhe dizer o por que: é que eu não aguento mais, e esse é meu único modo de fazer com que essa dor passe, e esse método já está falhando. Suicídio? Eu penso todos os dias e todas as horas do dia, cada segundo que se passa é um infinito de dor pra mim e esse sofrimento não tem fim, e eu sei que se eu cometer suicídio a dor vai aumentar, sim eu sei mas e daí? Vale a pena continuar nesse mundo frio e cruel sofrendo por coisas que me disseram, por pessoas e entre outras coisas? Vale mesmo a pena? Aqui estou eu no momento, com uma faca em mãos e me vem a pergunta a mente: fazer ou não fazer? Um motivo para continuar: Deus; acontece que eu não espero mais nada, já pedi tanto a Deus para me livrar dessa dor e até agora nada mas todos dizem que não está na hora certa, que essa dor vai passar e que logo serei feliz mas QUANDO? Quando isso vai acontecer? Não aguento mais, já lutei por muito tempo e já está na hora de por um ponto final nessa questão. (GDPC)